Música e Design
janeiro 6th, 2010 by Jeff Skas, under Opinião. 4 Comments
Ao contrário do que muitas empresas que desenvolvem para a área de internet fazem, meu primeiro site foi justamente o da The Moon. Como eu poderia vender um produto que eu mesmo não uso? E depois de alguns anos a prática continua bem comum, se confirmando o velho ditado que diz: ‘Em casa de ferreiro o espeto é de pau’.
Como já o primeiro site foi feito em animação, a relação com o som e a música ficou muito mais forte. Algumas músicas ou sons criam uma simbiose tão grande com a imagem que não podem ser separadas. Em sites usamos sons para simular efeitos de movimento, de impacto, de queda, de ação que tornam a animação algo realista.
A música porém provoca algumas opiniões divergentes. Alguns usuários não gostam de músicas em sites, pois alegam que estão ouvindo algo em seus players e que são interrompidos pela trilha do site. Consequências de uma ferramenta com multiplas funções como o computador. O importante é fazer uma coisa de cada vez. Você não vê tv ouvindo rádio, correto? A música é necessária em diversos projetos, ela dá forma a idéia, ela nos transfere para a atmosfera daquilo que estamos vendo. A função é justamente preparar suas emoções para aquilo que você vai ver ou ler.
Você conseguiria se emocionar com uma cena romântica se ao fundo tivesse rolando um pancadão de funk carioca? Pouco provável.
Portanto a música para mim tem uma função decisiva. Por isso é preciso que exista uma dedicação na escolha das músicas, condizente com sua importância. Desde o primeiro site lá em 2002, sempre recebi muitos emails com pedidos relacionados as trilhas usadas. Muitos clientes já me disseram que passaram a gostar do trabalho da The Moon por este aspecto.
Por isso tenho pesquisado cada vez mais sobre o assunto. E parece que a música voltou a gerar novas bandas de qualidade depois de uma década tão sem graça. E a turma nova está vindo muito mais sofisticada. Acabou o estigma das drogas e do álcool, os artistas se enxergam como produto a ser consumido, administram suas carreiras e misturam muito mais os ‘canais’ sem se preocupar tanto com rótulos. Sou punk, sou pop, sou rock. Pouco importa, importante é fazer música e ganhar dinheiro com isso.
Está muito mais em alta bandas como o Coldplay do que bandas como o Oasis com aquele modelo velho de artista onde ninguém na banda se entende e onde não estão nem aí para o que o público pensa. Um bom exemplo no Brasil é o NxZero onde os integrantes vivem em harmonia e tem uma relação muito saudável com seu público adolescente. Basta saber repartir a fama, o dinheiro, a atenção do público, a importância, que certamente, sobra para todos.
Enfim, após um especial dos Beatles, vamos dar um pulo no tempo e ouvir algumas coisas mais recentes na Radiola The Moon.
4 Comments
Ricardo on janeiro 6th, 2010
Olá Jeff! Eu trabalho na área de Design e desenvolvimento de projetos para Web. Conheci seu blog à um tempo, achei muito interessante seus trabalhos e sempre que lembro passo aqui pra ver novidades.
Bem, sobre o assunto tema desse post, eu sempre me pego em um dilema sobre isso, colocar ou não música no site (me refiro a música mesmo, uma trilha sonora de fundo para o site). Eu mesmo sou da turma que sempre que estou no PC já tenho minha playlist rodando em meu player e detesto entrar em algum site que começa a tocar uma musica atrapalhando o que eu já estava curtindo.
Geralmente quando entro em um site é pra buscar algo específico de meu interesse. Por exemplo: eu vi um tênis em um comercial de TV ou revista e entrei no site pra saber sobre aquele modelo específico. Então meu objetivo não é apreciar o site e sim ver aquele produto, portanto não estou esperando que ao entrar vai começar a tocar uma musica que atrapalha o que já estou ouvindo.
Existe sim casos em que entro com o objetivo de apreciar o site, ai sim já vou preparado para aquela experiência.
Mas assim como no exemplo anterior que eu citei, as pessoas entram no site em busca de uma informação específica, pra ver a coleção nova da marca que elas gostam, ler novidades, etc. Já ocorreu casos em que estava de madrugada na Internet, curtindo um som no player, bem baixinho (fiz o controle do volume no player) entrei em um site de uma marca de sandálias famosa, procurando um presente pra namorada, onde começa a tocar uma musica alta, que eu não estava esperando, levei um baita susto e acordou a casa toda, muito desagradável.
Maykon on janeiro 6th, 2010
Faltou uma lista das músicas que estão tocando… posta ai nos comentários, pq se tiver legais quero baixar…
Valeu
R? on janeiro 9th, 2010
olá,
Tem um otdoor desses aqui em FLorianópolis. Volta e meia a gente se espanta com a falta de gosto (leia-se: bom senso) na publicidade local, mas este outdoor bateu o recorde sendo um insulto. O imbecil do publicitário publicou a frase em letras enormes que indicam o tamanho do ego inflado pela “brilhante” idéia que teve: como muitas vezes acontece, não quis perder o trocadilho por nada nesse mundo – mesmo que a mensagem resultasse numa ofensa e até um promoção da pedofilia à categoria de “curiosidade sexual” – o que pode ser visto como uma incitação ao crime. Uma coisa absurda. Esse meu comentário gerou um post no meu blog, http://racional2.blogspot.com/2010/01/202-ma-publicidade-quando-vira-um.html.
Publicidade é uma arma perigosa !!




















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