Propaganda, a arma do negócio?
maio 6th, 2009 by Jeff Skas, under Opinião. 2 Comments
Há muito tempo que a propaganda trilha caminhos que estão longe das minhas convicções profissionais. Mas parece que o bloco dos insatisfeitos cada vez aumenta mais.
O que poderia ser um grande trunfo e a confirmação de que as coisas estão prestes a mudar, não tem se revelado tão animador assim. Leio, ouço e vejo milhares de matérias, entrevistas e notícias onde publicitários do alto escalão criticam de forma contundente a postura da propaganda atual. E ser pragmático sempre traz um ar de perspicácia, autoridade e conhecimento de causa.
Mas percebo claramente que essa tentativa de descobrir quem será o ‘Nostradamus’ da propaganda, tem muita gente que dispara para qualquer lado. Falar do que está errado, sinceramente não exige grandes conhecimentos. Dizer que o mundo da propaganda e dos negócios precisam de idéias mais inovadoras, todo mundo também já sabe. Apontar soluções concretas é que está difícil. E nesse desespero de tentar adivinhar o futuro, tem muita gente grande embarcando no OBA OBA.
A Apple, a Google e a Microsoft por exemplo, passaram a se estapiar pelo TWITTER. A última proposta da Apple foi de $ 600 milhões. É, exatamente, 600 milhões de dólares por um site onde a única coisa que você faz é escrever frases com 140 caracteres. Bom, mas anunciam que o Twitter cresceu 900%, então deveria ser um bom negócio, correto?
Não necessariamente. Também foi constatado que 60% dos novos usuários do Twitter abandona o site depois de um mês. Quantas vezes você viu empresas fora do mundo virtual fazerem muito barulho e não resultar em nada? Chamar a atenção na internet não é mais uma tarefa difícil. Transformar acessos em dinheiro é a receita que muitos ainda procuram.
O Desenvolvimento Tecnológico é como um enorme barco que deixou o continente buscando encontrar uma terra nova. Uma embarcação sem rumo certo, sem comandante e com muitos palpiteiros. Você olha de um lado e vê a imensidão do mar, olha do outro e o que vê é mais água. Ninguém sabe qual a rota que deve ser seguida, só sabem que navegar é preciso. Com o aquecimento Global chegando, ou encontramos logo um porto seguro, ou vamos acabar engolidos por um enorme tsunami.
“Nem Deus afunda o Titanic”
Foi o engenheiro que disse.
E a receita é simples, internet não é mídia, internet é conexão. A banda aqui não é só larga, a banda aqui toca em outro tom. A internet não é a resposta para o futuro, as pessoas são. Sabe aquela história? Não é o planetaque precisa ser salvo, somos nós. Quando o aquecimento global tomar proporções irreversíveis, quem não vai sobreviver é a raça humana, o planeta vai dar seu jeitinho de sair dessa.
Estamos pensando na mídia, estamos pensando no meio, estamos pensando na ferramenta, estamos pensando na tecnologia e equecemos que tudo é feito para PESSOAS. Entender o comportamento humano em sociedade sempre foi a base da propaganda, porque esqueceram disso?
O cliente não ficou mais exigente, o cliente ficou superficial. Imagine se o Orkut, o MSN, o Facebook, o Gmail dependessem dos seus primeiros usuários? Você não pode exigir relacionamento sério com quem é superficial. Se você pedir em casamento alguém que só tava afim de sexo casual, corre o sério risco de levar um bom, e bem dado, PÉ NA BUNDA!
Arrogância, Prepotência, Despotismo e outras qualidades mais…
abril 15th, 2009 by Jeff Skas, under Opinião. No Comments
Eu sinceramente não sei o que esta acontecendo dentro de algumas universidades. Não consigo conceber como um universitário que é escolhido entre mais de 100.000 inscritos é capaz de ser demitido por insubordinação.
Estar ao lado de Walter Longo, um dos empresários mais geniais do país, juntamente com o Roberto Justus, o maior empresário da propaganda nacional, presidente da maior agência do país, a Y&R e ainda assim conseguir ser arrogante, beira a loucura total.
Arrogância é um pecado para mim, imperdoável. Não se justifica e não existe momento em que ela se torne necessária. Ter autoestima é definitivamente diferente de ser prepotente. Talvez eu tenha sido submisso até demais nas agências que eu passei, ao menos arrogância é um mal do qual nunca fui acometido.
Apesar de parecer uma virtude, pois em certos momentos ‘o arrogante’ consegue alcançar certas metas, rapidamente esta falta de humildade se torna seu pior inimigo, sua maior fragilidade.
Infelizmente parece que o vírus da arrogância dissemina-se com maior facilidade em ambientes fechados de universidades e barzinhos em seu entorno. Eu mesmo já fui alvo de críticas e ofenças gratuitas por pessoas que mal chegaram na metade do seu curso de graduação.
O mais engraçado é pensar que o grande ídolo destas pessoas se chama Washington Olivetto que por uma incrível concidência do destino, nunca se graduou em Publicidade e Propaganda.
Precisamos quebrar paradigmas. Curso universitário é mais uma etapa importante na vida de um profissional, apenas isso. Não é um degrau que você sobre acima de outras pessoas. O curso de graduação precisa servir para sua realização profissional e para melhorar seu desempenho e resultados.
Olhar Clínico…
abril 14th, 2009 by Jeff Skas, under Opinião, PhotoshopPro, Update or Die. No Comments
Definitivamente eu amo o que eu faço. Este feriadão estendido em Timbó foi entediante. Não ter o telefone tocando, um monte de gente me chamando no msn, a caixa de entrada do outlook com várias mensagens não lidas e os jobs espalhados pela mesa me dão um certo ar de apatia.
Minha ansiedade em trabalhar é evidente, afinal já comecei minha terça-feira as 03:00h da madruga. Ao mesmo tempo que começar o dia em silêncio e ver a manhã nascer lentamente também me causa a sensação de que poderei transformar o dia em algo extremamente produtivo.
Nestas horas aproveito para ler. Eu leio demais, talvez eu tenha lido mais nos últimos anos do que em toda minha vida. A Wikipédia então nem se fale, se tornou uma amiga do diária, por funcionar igual a minha mente, em hiperlinks. É a BARSA do século XXI (Momento Nostálgico: como eu adorava ir para a biblioteca e escolher um dos livros pesadíssimos da Barsa e ler sobre qualquer assunto, aliás até hoje, qualquer assunto ainda me fascina).
Outro lugar que frequento diariamente é o blog Updateordie [o nome já resume muita coisa]. E foi olhando lá que me deparei com a seguinte imagem:
Instantaneamente já percebi que existia ‘olheiras demais’ para uma foto publicitária. A frase de capa já explica que trata-se de ‘Estrelas’ sem maquiagens ou retoques. A ação tem o objetivo de mostrar que existe beleza sem manipulação.
É óbvio que a Monica Belucci (a dir) não precisa de retoques para parecer um mulherão. A Gisele Bündchen também deve ser linda sem grandes preparações.
Nestas avaliações e condenações, esquecemos que uma foto é capaz de mostrar detalhes que não teríamos a capacidade de perceber ‘ao vivo’. Em primeiro lugar porque transformamos uma visão 3D em 2D. Você não tem a capacidade de congelar sua visão. Para ver maiores detalhes em um vídeo, você usa slow motion. Condenar a manipulação fotográfica é no mínimo ignorante.
É um desserviço este tipo de campanha.
Afinal, quantas vezes esta mesma revista fez uso da manipulação de fotografia? É cuspir no prato que comeu, sabendo que você vai voltar a comer naquele mesmo prato. Ou seja, é só para causar espanto. É falso moralismo, hipocrisia. Mesmo sem maquiagem (?) e sem manipulação das imagens (?), existe uma ótima câmera fotográfica, uma iluminação controlada e esta dessaturação da foto? É natural? Sem falar que a Mônica Belucci é considerada uma das mulheres mais sensuais do mundo. Se for para fazer a ‘prova dos nove’, no mínimo temos que começar trocando a câmera por uma Tekpix (Se você ficar bonita em uma Tekpix, corra para a agência de modelos mais próxima).
Brincadeiras a parte, não consigo entender esse julgamento feito em cima da manipulação fotográfica. Até a palavra “Manipulação” já traz um clima pejorativo. Tratar uma foto de forma profissional e realista é uma arte igualmente relevante a pintar um quadro. O tratamento fotográfico só poderia ser condenado quando existe claramente o objetivo de distorcer a verdade, afim de induzir à compra de um produto ou uso de um serviço. Como em uma propaganda de redução de peso, de maquiagem ou daquele creme facial que promete uma plástica em minutos.
O dia em que o Photoshop se tornar o software das máquinas de cirurgias plásticas, ninguém vai reclamar de nada e certamente eu terei uma renda garantida. Assim como nem todo cirurgião sabe fazer uma boa plástica, nem todo diretor de arte sabe fazer um bom tratamento fotográfico.
Não esquecendo que o tratamento fotográfico é 99% direcionado para a correção daquilo que foi feito errado na captura da imagem ou para garantir a qualidade e fidelidade de uma fotografia do momento que ela sai da câmera até a impressão dela em alguma peça gráfica.
Pequenos Méritos, Grandes Negócios
abril 7th, 2009 by Jeff Skas, under Opinião. No Comments
Seguindo o pensamento do artigo anterior, a “tendência dos pequenos poderes”, vou citar um fato que merece um destaque especial.
Hoje se você acessar sites especializados no mercado publicitário, fica claro como as pessoas estão cada dia se vangloriando por muito menos. Não sei se por interesses comerciais, mas as notícias publicadas nestes sites trazem informações completamente irrelevantes. “Agência do Joãozinho” faz catálogo da “Empresa da Mariazinha”. “Fernandinho faz fotos para Renatinha”.
Será que agências com 30, 40 funcionários não tem nada mais interessante para falar de si mesmas? A única vez em 5 anos da The Moon que eu solicitei a publicação de uma notícia, foi quando a Thapyoka mudou sua logomarca após 18 anos. O que eu considerei uma fato realmente interessante para ser publicado.
Onde ficaram os grandes feitos?
Onde estão as idéias geniais?
Sinceramente, é muito barulho por nada e muita fama para pouco talento.
Usando um ditado bem antigo mas extremamente atual:
“Nem tudo que reluz, é ouro”
Pequenos Poderes
abril 7th, 2009 by Jeff Skas, under Opinião. No Comments
A arrogância e prepotência sempre fizeram parte da natureza humana. Sentir-se melhor do que os outros é algo que pode afetar qualquer pessoa, umas mais que outras, obviamente.
Porém, o nível deste despotismo tem sido cada vez mais ínfimo. Qualquer sensação de superioridade, por mínima que seja, já credencia alguém a lhe tratar com desrespeito. Muitas vezes essa sensação é apenas um devaneio daqueles que se afetam deste mal.
- O caixa do mercado acredita que sem ele, você não levará a sua compra para casa. Então, ele acha que está realmente lhe fazendo um grande favor.
- No atendimento de telemarketing, você é atendido como se sua opinião fosse totalmente irrelevante. Solucionar o seu caso não é uma obrigação, vai depender da boa vontade de quem lhe atendeu.
- Você vai ultrapassar um carro que é mais caro que o seu? Jamais, certamente o motorista fará questão de impedir a passagem.
- Um chefe acredita que só pelo fato de lhe pagar um salário, você precisa esquecer da sua vida pessoal, dos seus valores próprios e ouvir ofenças faz parte do pacote.
É incrível que quanto mais o tempo passa, menos respeito existe entre as pessoas. Estamos prestes a colocar em extinção palavras como respeito, consideração, deferência. E estamos esquecendo que são estes princípios que formam o alicerce de uma sociedade evoluída.




















