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Gostinho de infância…

maio 24th, 2009 by Jeff Skas, under Logos. 1 Comment

Quando a Another me procurou, a intenção não era apenas criar uma logomarca para uma grife recém criada. Mas dar sentido ao nome Resgate. Com foco no público feminino adulto e infanto juvenil masculino e feminino, queriamos criar algo que resgatasse coisas boas da nossa infância, aquilo que adorávamos e que com o passar do tempo, foi perdendo o sentido para todos nós.

E tem coisa mais gostosa na infância do que doce? Você conhece alguma criança que não trocaria qualquer refeição por um doce, bemmmmm doce? Sorvete, bala, pirulito… Será que o doce atrai a criança não só pelo sabor mas também pelas suas cores, vibrantes, divertidas, lúdicas? Deve ser… Eu me lembro que ao lado da minha casa, tinha uma mercearia, daquelas assim que definitivamente não existem mais. Eles vendiam de tudo, mas principalmente: pão francês, bengala ( :) ), pão caseiro, linguiças, queijo de colono, fumo, ferragens e um mundarel de outras coisas que certamente só se encontrava por lá. E eu juntava as moedas perdidas pela casa para comprar um Sorvete Seco, daqueles que vinham com um balão ou um apito grudado em cima (O precursor do KinderOvo). E que gosto tinha aquilo? Casquinha de ‘papelão’, bola de ‘espuma’ e açúcar cristal… Fale o que quiser, mas para mim é a melhor coisa do mundo…

Precisava ter referências melhores que estas? Não né? Então foi assim, com essas lembranças boas que desenvolvi a logomarca da grife Resgate… Com todas as cores e ‘gostos’ de infância…

resgatenew

Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?…

março 26th, 2009 by Jeff Skas, under Opinião. No Comments

No post abaixo, citei um fato que é muito conhecido no mundo da propaganda. A eterna diferença entre universitários vs profissionais sem formação acadêmica. É comum ver naqueles que possuem formação acadêmica um desejo, por vezes velado, de marginalizar quem nunca passou por uma cadeira de universidade, apesar de sabermos que isso não deveria ser empecilho. Não será a faculdade que irá lhe ajudar a ser melhor, ou não, que outro profissional, e vice-versa.

Na minha avaliação, uma formação acadêmica é na verdade um condensado daquilo que você vive no dia a dia profissional. É a possibilidade de você reunir o conhecimento necessário sem depender de uma oportunidade no mercado de trabalho, alí a oportunidade depende apenas de você, passando no vestibular e se dedicando ao andamento da sua formação. Por este simples fato não existe necessidade em separar ou apontar quem possui maior potencial.

O potencial é único e individual, ele pode aparecer dentro de uma agência quanto em sala de aula.

Vamos analisar historicamente. A primeira agência de propaganda de Santa Catarina, foi inaugurada em 1963, a Propague de Florianópolis. De 1963 até o primeiro curso do estado foram vinte e oito anos de espera, iniciado somente em 1991, pela FURB*.

Vinte e oito anos de que?
Amadorismo? Micreiros?  Loucos? Picaretas?

Se durante 28 anos não existiu nenhuma instituição que avaliasse esses profissionais, isso significa que poderiam falar qualquer besteira e empurra-la goela abaixo de seus clientes?

Obviamente que não. Pelo simples fato entender aonde a propaganda se revela eficaz. É alí, na aprovação do consumidor final, do Zé, do João, da Maria. Se eles não aprovarem aquilo que você fez, certamente você não fez certo. A propaganda não pode ser confundida com arte. A propaganda é um negócio que vende o conceito de tranformar idéias em dinheiro.

Você nunca terá na propaganda uma forma de expressão pessoal. Alí você é sempre um CNPJ. Você vende conceitos, você vende ideais, você vende sonhos, você vende sensações, mas sempre visando única e exclusivamente LUCRO.

Se você fizer as contas, os primeiros formandos de propaganda da FURB, se formaram em 1995/1996. Foi em 1998 que eu entrei na primeira agência de propaganda, a Seven, que na época estava instalada em Pomerode e foi criada pelos então sócios Peda Behling e Alvimar. Hoje o Peda é docente da Uniasselvi e o Alvimar possui sua agência em Pomerode.

Depois da Seven eu entrei na T.AG administrada até hoje pelo Roger Pellizzoni. Fala sério, com um nome desses você precisa fazer sucesso obrigatoriamente. O Roger também é da primeira turma de Propaganda de Santa Catarina. Foram esses ‘loucos’ (ou precursores como preferir) que se dedicaram a uma área profissional que certamente 99% da população mal sabia do que se tratava.

A Free que completou recentemente 22 anos, começou sua atuação muito antes da existência de qualquer referência acadêmica sobre propaganda. Agora você passa a entender que somente por eles, os peixinhos de fora**, criou-se a possibilidade de hoje existir O SEU curso de Publicidade e Propaganda.

Não se trata de se perguntar quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Trata-se de um fato concreto:

“Não existe formação sem mercado”

Quer pagar quanto?

fevereiro 20th, 2009 by Jeff Skas, under Sem categoria. No Comments

Não vou comentar sobre a antiga propaganda das Casas Bahia. Na verdade esta pergunta que pode parecer retórica, é sem dúvida uma pergunta pertinente.

A partir do momento que assumimos como fato a relevância da propaganda na indução de decisões de milhões de pessoas, interesses de fundos questionáveis passam a fazer ‘parte do jogo’.

Se acreditarmos que uma propaganda mal intencionada pode maquiar um produto ou uma empresa, distorcendo sua verdadeira realidade, quanto a qualidade de seus serviços ou produtos, passamos a nos preocupar sobre o que realmente é verdade em tudo que vemos, ouvimos ou lemos.

Na verdade, poucos conseguem sair limpos diante desta análise. Existem as empresas que enganam agências, agências que ajudam empresas a enganarem clientes, e existem agências que enganam empresas, com falsas promessas de retorno rápido e seguro. Sabemos que ninguém pode prometer mais do que esforço e dedicação para buscar sucesso neste segmento. Afinal, como citou Luis Fernando Veríssimo:

“Criar não é inspiração, é transpiração. Na realidade é 90% transpiração e 10% desodorante”

Eu nunca vendi um cliente de maneira que ele não é. Nunca me associei a empresas de caráter duvidoso. Questão de ética profissional e saber que minha verdade não tem preço. De qualquer forma me intriga como se costuram esses meandros da propaganda. As pessoas que se portam desta maneira, que fazem uso do jogo sujo, das manipulações, das maquiagens, nascem tortos como o pau? Ou na verdade vão entortando conforme a exposição ao ‘sol’. Será que tudo é uma questão de preço?

Em que momento um ambientalista decide abandonar a floresta? Em que momento o jogador decide chutar o pênalti do título para fora? Em que momento que ao invés de pegar o caminho correto, as pessoas preferem pegar o caminho fácil? Quando o político esquece suas promessas?

“Grana Suja. Grana para você comprar destinos.
Quanto vale o show? Quanto vale o amor?
Quanto vale, então, fazer das tripas coração?
Quanto vale o som? Quanto vale a dor?
Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?”

E para você? La Plata, te mata?

Photoshop 11

novembro 26th, 2008 by Jeff Skas, under Sem categoria. No Comments

Não existe no mundo uma sensação melhor (profissionalmente) para um designer do que o momento da instalação da nova versão de um programa que ele utilize diariamente.

Hoje é este dia único que habitualmente acontece uma vez por ano. Hoje instalei a versão CS4 do Photoshop. Voltei para o mesmo lugar que eu comecei, afinal foi com o Photoshop 4, que eu comecei a usar o programa.

Tudo era muito diferente, naquele tempo você precisava ser muito mais artista do que hoje, afinal, a cada nova versão o programa recebeu milhares de ferramentas para facilitar a vida do desenvolvedor.

Era o ano de lançamento do Photoshop 4, em 1996. Para você mensurar a precariedade, o programa não tinha ‘Histórico’, o máximo que existia era um Ctrl+Z. Isso mesmo, um. Em 1998 foi a vez da versão 5.0 que trouxe como grande novidade o histórico e no mesmo ano a versão 5.5 que entrou no mercado para corrigir defeitos da nova versão.

A grande revolução mesmo aconteceu no Photoshop 6 em 2000, que é certamente a base do programa até hoje, o principal recurso implementado foram os ‘Efeitos de Camada’ que deram outras dimensões ao programa. Efeitos que antes eram ruins e exigiam a mescla de 20 filtros diferentes, agora bastava um clique.

Neste ano tive a grande chance de ter um curso VIP com Alexandre Keese, hoje considerado o maior especialista de Photoshop da América Latina. Foi muito importante pois fora dos horários pré-estabelecidos para o curso, o Alexandre me mostrou como ele entendia a sistemática do programa e como ele conseguia criar soluções inovadoras usando ferramentas comuns.

Em 2002 é lançada a versão 7 do programa, a última antes das versões CS’s. Em 2003 é lançado o Photoshop CS que passou a incorporar em seu pacote de programas, os recém comprados Macromedia Flash, Macromedia Fireworks e Macromedia Dreamweaver, tornando a Adobe definitivamente a líder de mercado em desenvolvimento gráfico, internet e vídeo. Depois seguiram o Photoshop CS2 em 2005 e CS3 em 2007. Abaixo estão todas as telas de abertura que eu tive o prazer de conhecer e que fizeram a minha alegria e de mais milhares de designers pelo mundo afora nos últimos 12 anos.

Internet também é arte…

outubro 30th, 2008 by Jeff Skas, under Sem categoria. No Comments

Tenho voltado no tempo com nosso mais recente trabalho, o site da bela pousada ‘Olhos Verdes’ em Bombinhas.

Larguei o mouse e o monitor e me debrucei novamente sobre o papel, o lápis, as aquarelas, os pincéis. A ilustração claro, é do Fred, mas me diverti muito neste processo todo, vetorizando e colorindo cada desenho com aquarela.

Recordei dos tempos em que um lápis e um papel eram toda a ‘tecnologia’ que eu precisa. Noites em claro rabiscando idéias e devaneios. Meu pai não gostava nada daquilo, uma vez me disse:” - Desenhar pode ser divertido mas nunca vai te dar dinheiro“…

Aquelas palavras foram devastadoras para mim, pois eu gostava muito de desenhar, no fundo eu sabia que ele só queria meu bem, mas não poderia ignorar que a pessoa que eu mais respeitava, achava tudo uma grande perda de tempo, afinal eu tinha que crescer rápido, aprender algum ofício para ajudar com o orçamento de casa.

Mas minha tristeza foi consolada. Depois de um tempo, meu pai em uma das suas viagens semanais, voltou com um presente para mim.

Não era nada de grande valor e muito longe de ser algo moderno, na verdade computador naquela época nem existia por aqui. Ele me trouxe uma caixa de Giz de Cera, 12 cores apenas, que certamente não conseguiriam reproduzir as 32 milhões cores de um monitor, mas acredite, eram mais coloridas que todas as cores do mundo.

Aquelas 12 cores, passaram a colorir não só papéis, mas meus sonhos também. Foi o melhor apoio que ele poderia me dar, sem precisar dizer uma palavra. Ele entendeu que meu sonho já era grande demais para eu desistir dele. Foi meu pai que conseguiu minha primeira entrevista em uma agência de propaganda, não sei nem o que ele fez para convence-los a dar espaço para um garoto de 14 anos que a única habilidade era desenhar em papel, meu portfólio (claro que eu não conhecia essa palavra na época) era uma pasta preta com plásticos e alguns desenhos que eu fazia de madrugada no meu quarto.

Por isso hoje, todas as vezes que alguém me diz algo que poderia me fazer desistir, eu lembro que meu pai, acreditou em mim…